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DECEMBER 28, 2025

O marketing que você aprendeu morreu. O que nasceu no lugar ainda não tem nome

mmargoliner
mmargoliner
28 Dec 2025 3 min

Durante anos, o marketing foi ensinado como um conjunto de técnicas. Aprenda o canal. Domine a ferramenta. Otimize o custo. Escale o resultado. Funcionou por um tempo. Funcionou enquanto o mundo era mais previsível, os mercados mais lentos e a atenção menos disputada.

Esse marketing morreu.

Não morreu de uma vez. Foi sendo substituído em silêncio, enquanto todo mundo continuava repetindo as mesmas palavras com mais slides, mais dashboards e mais siglas em inglês. A sensação geral hoje é curiosa: nunca se fez tanto marketing e nunca se entendeu tão pouco o impacto real dele nos negócios.

O problema não é falta de esforço. É excesso de fragmentação.

Empresas operam campanhas, canais, times e fornecedores como se fossem ilhas. Cada área otimiza o seu pedaço, comemora seus próprios números e chama isso de estratégia. No fim do trimestre, o resultado até aparece. No fim do ano, a marca enfraquece. No fim de três anos, o crescimento trava.

Isso não é incompetência. É um modelo mental ultrapassado.

O marketing clássico foi desenhado para um mundo onde o consumidor era mais passivo, o funil mais previsível e a competição menos sofisticada. Hoje, as decisões são distribuídas, emocionais, influenciadas por contexto, cultura, experiência e confiança. A compra deixou de ser um evento. Virou um processo contínuo de interpretação.

Nesse cenário, executar bem já não é diferencial. O diferencial está em orquestrar.

O que nasceu no lugar do marketing tradicional ainda não tem nome porque não cabe em uma caixinha. Ele mistura estratégia, dados, branding, produto, tecnologia, cultura e narrativa. Não começa no anúncio e não termina na venda. Começa na forma como a empresa pensa e termina na forma como o mercado a percebe.

É desconfortável para quem foi treinado a buscar respostas rápidas. Esse novo marketing trabalha com perguntas melhores. Perguntas difíceis. Perguntas que atravessam departamentos e expõem incoerências.

Por que dizemos uma coisa e entregamos outra?

Por que nossos dados explicam o passado, mas não orientam decisões?

Por que crescemos em volume e encolhemos em relevância?

Empresas maduras já entenderam isso. Elas estão menos obcecadas por campanhas isoladas e mais focadas em sistemas de crescimento. Menos fascinadas por tendências e mais comprometidas com coerência. Menos ansiosas por alcance e mais interessadas em significado.

O marketing que importa agora não grita. Ele sustenta.

Não promete. Ele constrói.

Não persegue atenção. Ele merece atenção.

Talvez o maior erro seja tentar salvar o marketing antigo com ferramentas novas. O desafio real é outro: aprender a pensar de forma integrada em um mundo fragmentado.

Esse é o território que o Meta de Sucesso explora. Não para entregar respostas prontas, mas para ajudar a formular as perguntas que realmente movem negócios.

O marketing que você aprendeu cumpriu seu papel. Honre o passado. Mas não tente morar nele. O jogo mudou. E quem insiste em jogar com regras antigas costuma chamar estagnação de normalidade.